quarta-feira, janeiro 20, 2010

Bee, thoven.

Ever mine.
Eu não gosto de falar. Não gosto de explicar. De fofoca. De conversas sem sentidos. De silêncios incômodos. De gente estúpida. De gente burra. De gente efusiva. De gente muito feliz. De gente indecisa. De gente chata. De gente. De ser social. De matemática. De sol. De calor. De ter que "ser Brasileira." De gente duas caras. De meio-termo. De gaguejar. De ter de parar de argumentar. De gente que gosta de aparecer. De gente sem o mínimo senso. De sair com casal. De sair com parente. Parentesco em geral. De tradições inúteis. De não saber Política por que o governo, apesar de querer que a gente seja o futuro, tá pouco se ligando em colocar a gente no caminho certo. De mano. De mina. Playsson, cocota, derivados enlatados de hora em hora. De rádio. De gente que não fala logo o que quer. De gente mentirosa. De gente vigarista. De funk. De rap, axé, calypso, ixtéfani do croxx fóxx. De gente medíocre. De gente soberba, sem (com o perdão da expressão) merda no cu pra cagar. Eu não gosto de tanta coisa...
Eu gosto de fazer do meu jeito. De quando dá certo. De silêncio. De cantar. De filmes. De ler. De música. Eu disse música. De passear. De conheçer. De viados. De sair. De dançar. De beber. De comer. De fotografias. De tecnologia. De besteiras. De conhecimentos inúteis, interessante. Do google. De ser agnóstica. De ter compania. De ser reconhecida por algo que eu fiz. De ser eu.

Ever thine.
 Você não gosta 99% do que eu não gosto.  Você lê mais. Você vê mais. Você me vê com outros olhos. Você me observa melhor que eu. Você não se vê muito frequentemente. Você sabe que é você. Você é sincera, autoafirmativa, confiante, segura, inteligentíssima, centrada, decidida, calma, explosiva, teimosa, altiva, má, irônica, sarcastica, faz tiradas brilhantes, me faz rir, me apoia quando choro. Nunca me fez chorar (que eu me lembre, o que significa nunca, pq essas coisas eu me lembro). Tem autonomia o suficiente pra fazer as mesmas coisas que eu, sem parecer cópia. Não precisa estudar. Você tem a língua afiada, a mente em forma, rosto de uma rainha má saída dos contos de fadas, porte de Czarina, o gosto da Rainha de copas. Me faz parecer branca e sem cor. Você é neon, eu sou preto e branca. Você brilha em tudo que faz. I always Drag behind. Drag. Placebo. Você. Totalmente.

 Ever Ours.
Nós. É difícil e fácil de explicar. É como se estivéssemos no mesmo patamar. É fácil falar "nós somos (quase) idênticas". Mas é difícil explicar como somos tão diferentes e mesmo assim nos encaixamos tão bem que não tem como dizer ou tentar falar de como interagimos quando estamos juntas. Como explicar que a gente, primeiramente, quase não se fala. Há muito pouco pra se falar, e nós sabemos que silêncio fala por si só. Quando estamos felizes, só ficar do lado sentindo-se felizes. Quando estamos tristes, só ficar do lado, (no meu caso, chorando) se sentindo triste. Quando eu to triste e você tá feliz, a sua felicidade me faz esquecer da minha tristeza por breves momentos. E esquecer da tristeza é estar feliz. Quando eu to feliz e vocÊ tá triste, eu ouço o que whatever você tem pra dizer, e nós pairamos num momento de névoa, exaurindo nossos cérebros em busca de uma chama de felicidade ou um meio de você sair da situação ruim. É totalmente aceitável, (como eu já disse antes) que você nem sempre precise da minha ajuda. É uma parte (mais uma) que eu admiro em você. Mas quando você precisa, não te deixo na mão. Eu dedico músicas e músicas.

Como explicar que a gente, quando fala, não fala tudo? Explicar que a frase "Pra bom amigo meia palavra basta" fomos nós que inventamos? Que nenhuma de nós precisa terminar o raciocínio, ou (normalmente) a frase? Que o seu pai (e o resto do mundo) odeia isso rs? Como explicar que a gente só brigou uma vez, e foi inútil tipo: "Não, aquele livro não é assim! Esse é outro livro!"
"Não é! É esse, sim"
"Não é, porra!
"Tá, whatever ù.u"
"ù.u"
"u.u"
"u.u"
"._. Então... vai fazer o que amanhã?"
"=D Não sei e vc?"
"=D Também não sei!"
Como explicar que eu não vejo defeitos em você? É como se você fosse parte da realeza, plebe nunca percebe isso.
Nós não abraçamos, nós nos banhamos em poesias suicidas e trágicas, nós silenciamos, nós confessamos, nós resumimos 2 meses em 20 minutos enquanto assistimos filmes, nós nos fartamos de ironia e sarcasmos, humores de maresia, em Paola, em Clarice, nós banhamos com a disgraça alheia, somos frias, sanguinárias, egoístas, colocamos medo nas pessoas, não somos pro gosto popular, nos entediamos facilmente, somos blasè, somos mordazes, somos capaz, somos nós, somos pra poucos, somos pra Czar, somos gatos, somos livres, somos ácidas, afiadas, envenenadas e nos sentimos ótimas com nossos poderes de destruição em massa. Afinal, a massa é plebe. Que morra a massa. Que morram todos, não gostamos de ninguém. Com raras excessões. Poucas pessoas nos encantam, nos surpreendem. Temos bode do mundo. Temos bode de gentinha, com seus pensamentos pequenos, seu mundinho pequeno, seu instinto e interior pequeno. Podemos ser más, frias, cruéis, mas definitivamente somos realistas. E é por isso que não somos pra massa. E eu sei que você entendeu o texto todo.

E definitiva e absolutamente somos fiéis aos poucos que nós nos deixamos rodear. Eu sou fiél a você, bee.

E quanto àquelas rêmoras, que se grudam em nós, tubarões... indesejadas...

Oh, well... Deixe que comam os restos, afinal, é pra isso que elas servem.

Bee, thoven.

2 comentários:

Dhyogo disse...

Que foda.
vc escreve muito bem, já te disse isso, e ver como vcs 2 se dão tão bem no mundinho de vcs é incrível. Não se encontra um amigo tão parecido assim ainda mais no lugar em que estamos.. É ótimo, de verdade ver que vcs são tão amigas, e que eu presencio -ainda que pouco- essa amizade.
Ótimo post, dei muitas risadas.

Phills disse...

"Quero que morram. MORRAAAAAMM!" [/Independence day

Postar um comentário