sábado, maio 30, 2009

Gênero, número e grau.

Acho que dizem um pouco... Sem precisar falar muito.



É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
(Tati Bernardi)


Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar era fácil.
(Clarice Lispector)


A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade e querer com mais doçura.
(Lya Luft)


As cicatrizes fazem parte da minha história, me relembrando sempre, o fato de que aquilo que não me mata, só me fortalece.
(?)


É muito cômodo para um homem chamar uma mulher de vagabunda, do que ele se assumir um incompetente.
(?)


O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.
Ele quem mesmo?
(Tati Bernardi)


Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
(Carlos Drummond de Andrade)


E com o tempo fiquei mais seletiva, aquelas amizades fúteis que eu tinha já não me interessam mais, as músicas ruins não me completam e o amor, o amor só se for real.
(?)


Eu sou um pouco de solidão um pouco de negligência, um punhado de reclamações. Mas eu não posso evitar o fato de que todos podem ver essas cicatrizes.
(8) Faint

quinta-feira, maio 21, 2009

Geração wireless


Que geração é essa?

Geração wireless, geração futuro-a-vista, geração etiqueta-mais-cara-que-a-roupa-em-si, geração minha-família-não-presta-só-eu, geração me-importo-mais-com-aquele-músico-desconhecido-do-que-com-minha-irmã, geração sexo-é-nada, geração amor-é-bom-dia, geração tudo-é-comprável, geração-todos-tem-seu-preço, geração i-don't-care-at-all, geração pra-que-humanidade?, geração pra-que-árvores?, geração sou-sábio-mas-não-sei-nada, geração não-vejo-jornal-pq-é-chato, geração não-leio-NADA-pq-ler-é-chato, geração bulímica, geração beleza-acima-de-tudo, geração beleza-distorcida-com-vulgaridade, geração que-beleza?, geração que-beleza-hein..., geração ser-sensível-é-brega, geração distorção...

Geração? Aborto nacional. Aborto mundial! Aborto mental, espiritual. Aborto humano.

As linhas da padronização da beleza a muito passaram de vulgaridade. Ser vulgar hoje em dia, é recato. Não há nomenclatura encaixável nesse tipo de gente peranbulante por aí, que não lembra mais que o efeito do que é "não visto" é muito mais impactante que a normalização do que deveria estar tampado. A desvalorização da mulher está em alta nessa estação, e rezamos pra que a próxima haja um CRUSH nessa "bolsa de horrores"

Manchete no jornal: "Crush é tendência mundial!" mas o jovem não quer ler. Nem saber. "Se fosse importante mesmo saia na internet" E se o avô ou avó tenta alertar... tenta lembrar, que ainda há meios, sem freios o jovem dispara, "Ah, vó, pára!" E eles param. Pararam desde muitos anos, fizeram mais que o suficiente pelo Brasil, digo-lhes com fervor.
Mas os netos não se dão ao mesmo louvor, eles só querem saber de amor, não o amor de antigamente, o amor de hoje não é inocente, e é inconsequente. Quem ama hoje não amaria ontem, pois esse amor é tão válido como uma nota de três reais. Tão valioso quanto.

Mas se fossem no ontem, esses netos tomariam esses avós como exemplo e lutariam pelo seu futuro como foi feito antigamente. Nos tempos da ditadura, esses avós eram lutadores.
Pintaram os rostos, e sairam as ruas caminando e cantando e seguindo a canção. Tanto fizeram que conseguiram. E com o famoso "impeachment", derrubaram o Collor...

Tá, tá certo, há uns 3% dos jovens que ligam pra tudo isso. Mas, quem dá voz hoje em dia a "três por cento"? Ninguém. Ninguém deu voz aos seus avós tbm! Eles eram 100%? Não, mas se fizeram ouvir. MESMO QUANDO NÃO SE PODIA SUSSURRAR!

E hoje, pelo o que lutam nossos jovens? Lutam por um mp3 melhor, com tanta guerra. Por uma melissa mais cara que a da coleguinha de classe, com tanta poluição. Por umas marca mais famosa que a outra, com tanta pobreza e efemeridade no mundo!

E aqueles 3%? Lutam. Pelo que, eu acho que a maioria não sabe. Perdido nessa guerra de interesses, rostos feitos de vidro ou qualquer coisa que reflita não o brilho do olhar do que é ouvido, não mais. Refletir a sí mesmo, é claro. Pra que outra pessoa no mundo?

Hoje eu fiquei sabendo que haverá uma CPI sobre a petrobras, e quem vai dirigir é... o Collor.
Aquele Collor que roubou milhões, aquele Collor que foi tirado do poder, AQUELE Collor que seus avós lutaram TANTO (e muitos avós morreram lutando) pra tirá-lo de lá! Por que ele não queria aquela vida pra você.

E hoje está você, cada vez mais "consciente" do seu dever público e político (mas que nada faz a respeito), mergulhado em tecnologia, rodeado de rótulos, esquecendo tudo o que o seu país passou, por que sua pouca visão está focada no futuro. Tudo o que passamos pra que você estivesse mergulhado em tecnologia... Tudo o que eles passaram por você.

E esse é o seu retorno...
Geração Que-beleza, hein. Que beleza, hein, geração.

É, o zé povinho não tem memória.

quarta-feira, maio 06, 2009

Os meus moinhos de vento


Idéias são fáceis de se ter. De se fazer, pode até dar um trabalho, mas é fácil também.
Idéias só são difíceis quando não se tem com quem falar sobre. Vou ser franca, sem querer me gabar ou qualquer coisa assim, mas eu nunca passei por isso. Não sei se devido ao fato de eu geralmente conversar de tudo com todo mundo...
De uns tempos pra cá, basicamente em 2008, eu vi que nem todas as pessoas servem pra todos os tipos de assunto. Eu sirvo, falo falo falo até demais, adoro assuntos novos, ouvir pontos de vista de outra pessoa abrindo aquele seu horizonte pra novas idéias e conceitos. E isso meio que me deu um "bam" tipo "não acredito que eu achava isso desde sempre!". Por que, vamos combinar, eu sempre achei que as pessoas fossem, de certo modo, "encaixáveis" em qualquer tipo de conversa/assunto.
Mas depois de bater de frente com gente que eu acreditava muito menos que existiam do que conto de fadas... Aquelas pessoas que só tem olhos pra uma opnião e se você não falar aquilo você é um asno, afinal pra ela só a opnião dela é válida. Como aquela viseira que o cavalo usa pra enchergar só a frente do caminho, o que com essas pessoas nem sempre é pra frente que elas estão focadas ;)
Anyway, esse "bam" foi, well, um "bam", oras. E nesse meio tempo me surgiu a necessidade de encontrar pessoas com as necessidades com a validade de expiração rapidas como as minhas, o que me deixou com o pensamento em mente de que quando se trata de novidades e idéias que precisam de apoio, aquele negócio de 'posso contar meus amigos em uma mão só e ainda sobrar dedos" não é tão fake assim.
Pra conclusão (?) ou explicação melhor, só deixo uma mensagem de sos a quem quer se encaixe no perfil de validade.
Na verdade, não.
Já me virei antes, não foi? Por que não mais dessa vez?
Em 2008 eu também percebi que idéias não são contáveis em alto e bom som, se você me entende. Como aquele outro clichê, paredes REALMENTE tem ouvidos.
E digo mais, doismileoito foi um ano de crescimento, realmente

Todo mundo tem seu ano de crescimento, então, obrigada 2008. Eu aprendi muito.