quarta-feira, abril 15, 2009

Detalhes Tão Pequenos


Domingo, 21 de Setembro de 2008


O que me faz falta, é o que não tenho, obviamente.
São detalhes pequenos... Mas assim como uma desfragmentação de disco, eles se agrupam formando uma extensa faixa vermelha que me diz, não exatamente, o que está faltando.
Alguns detalhes, assim como todo detalhe, posso ignorar... Até ele ficar em evidência (Pausa para trocadilho matemático, aqui). Não devia, eu sei, levar isso na brincadeira, mas não seriam meros detalhes se eu não os ignorasse. Dizem que o tempo cura tudo. Dizem também que o tempo não cura nada, só tira o incurável do centro das atenções. De certa forma acredito nas duas afirmações. Se o tempo não tirasse do centro das atenções, não seria curado. Depois de um tempo, a dor passa a ser mais um mero detalhe, totalmente ignorável. Até que uma hora, você vai estar acostumada com a dor... Alguns chamam isso de cura.
"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional." (Drummont)
O melhor seria poder me desligar disso tudo. Deixar tudo isso passar, no passado, pra trás. Tudo isso perdido em 100.000 léguas submarinas, pra que eu nunca mais possa achar nada disso... Nunca mais! Nunca mais, algumas vezes, é o tempo verbal dos sonhos. Nunca mais ver tal pessoa, nunca mais se deparar com tal constatação, nunca mais se achar frente a frente com aquela memória, nunca mais lembrar, nunca mais ouvir tal coisa, nunca mais sentir tal sentimento, nunca mais se despedaçar por uma coisa que você sabe que mais tarde de nada acarretará.
A maioria dos pedaços que eu deixei pra trás, como um rastro de mente vividamente perdida, não deram em nada. Nada mesmo. Acho que no fundo esses pedaços servem só como filosofia, aquele típico ditado de 'Caia sempre, pra se levantar cada vez mais forte'. Olha, cair é muito fácil... Difícil é levantar de verdade, de uma hora pra outra, algo do tipo "caí e já tô de pé." Sem contar o tempo que, às vezes, antes de se levantar completamente, você passa se arrastando. Bom seria soltar todas as amarras, se livrar de todos os pesamentos pesarosos, todas as suas tristezas e viver intensamente e feliz. Fazendo o que quer, na maioria das vezes.
Talvez, tudo isso seja só por passagem mesmo. Só pra você ver como é, na real, até você conseguir ver do outro lado da neblina.
Até quando os talvez vão perseguir meus pensamentos?
Talvez eles fiquem pra trás juntos com meus pedaços. Talvez.
Só sei que não tenho tempo pra pensar nisso.
"Não importa em quantas partes seu coração se parta, o mundo não pára para que você o conserte." Do mestre, William Shakespeare.
Shakespeare já sabia sobre o tempo.

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