quarta-feira, abril 15, 2009

Comodismo e o medo de falhar.


Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009



Why?

Por que esse medo do desconhecido? Eu sei, é o comodismo. O que devemos evitar é nos acostumarmos com o que está ao nosso redor... Não se deixe influenciar por uma paisagem falsamente eterna e calorosa, há o furacão do imprevisível que destrói aquela névoa de conformidade e calmaria.
É tudo passageiro. Deveriam nos ensinar desde crianças, em vez de cossenos e cossecantes, que a única coisa permanente é o nosso consciente. Aquela famosa massa cinzenta que aprendemos a chamar de eu, que fala conosco quando estamos em silêncio, que nos lembra se há aniversários, festas ou compromissos, que nos acorda todo dia... Parece até um amigo invisível, estranho, né?

Não deveríamos confiar somente nela? Nada é perfeito e tudo há duas metades que se completam... Yin e yang, bem e mal, preto e branco, forças opostas que aparentemente não existem. Mas existem. São como feitiços, invisíveis, mas reais. Não é ver pra crer, a questão é crer pra ver. Apesar de muito confiável, ela nos prega peças. Nunca se esqueceu de algo importante?
A questão é largar mão da dependência dessa névoa. Encarar os fatos, por mais amargos que eles sejam... É olhar pro lado e dar de cara consigo mesmo. Pra depois não passar pela fase do medo. Medo desse blackout à sua frente. Antigamente eu olhava pra frente e via mais um ano escolar. Agora eu olho pra frente e não vejo nada. É como andar numa estrada e dar de cara com um túnel.

Eu sinceramente não sei o que fazer diante do imprevisto. Mas é vivendo um dia após o outro um pé depois o outro, numa marcha eterna de pés descalços, porém firmes. Você pisará em pedras afiadas, mas a dor é sinal de aprendizado. Pense na sua vida como a fábula dos sapos. Esqueça as cobranças, lembre-se que independente de quem ta cobrando você, você não pode seguir um caminho de outra pessoa.
A vida é feita é feita de escolhas, isso é certo. Caminho eternamente bifurcado. Estradas de fractais. Não se preocupe em escolher o caminho certo, escolha um e faça dele a escolha certa. Ache poder pra isso.

Resolvi não temer mais o imprevisível, ruim é esperar o caminho vir até você. Ande independente pra onde. Se você errar e andar em círculos, você vai aprender com esse erro e quando voltar ao ponto inicial vai saber aonde errou. O importante é tentar. Tente mesmo que falhe. Falhar é bom.
Esqueça o comodismo, você não achou que ia durar pra sempre todo esse castelo que sua família e seus amigos construíram pra você, achou? Eu sei que você achou, eu também achei. Mas agora foi o momento que eu vi que esse castelo era feito da mesma névoa... :/ Irônico, não? Me pareceu firme pra resistir a todos os furacões e agora que eu estava acostumada a ele, ele some. Num passe de mágica.
Ele não era tão firme assim. Como a primeira casa dos três porquinhos, esse foi feito de palha. Com um sopro ele se foi, agora eu cato outro material. Em breve eu construo um de concreto. E nele passarei o meu conto de fadas interior. Eu, eu mesma e minha massa cinzenta.

"So fail. Be bad at things. Be embarrassed. Be afraid. Be vulnerable.
Go out on a limb or two or twelve. You will fall, and it will hurt.
But the farther you fall, the higher you will rise. The higher you rise, the clearer your future becomes.
Failure is a gift, welcome it.
There are people who spend their whole lives wondering how they became the people they became, how certain chances pass them by why they didn’t take the roads less traveled.
Those people aren’t you.
You have front row seats to your own transformation and in transforming yourself, you might transform the world.
It will be electric, and I promise it will be terrifying.
Embrace that; embrace the new person you’re becoming.
This is your moment.
I promise you, it is now, not to two minutes from now, not tomorrow, but really now.
Own that, know that deep in your bones, go to sleep every night knowing that, wake up every morning remembering that, and keep going."
Jack & Bobby.

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