sexta-feira, outubro 25, 2013

She. It. We. Ours.

She.
Ela é inconfundível, a cara dela é feita pra ela. O nome dela combina com ela, não há como descrever mais.
"Como ela é?"
"Ela tem cara de Morgana" É o que eu geralmente falo
Ela é quieta, reservada, ela não de pessoas e provavelmente não gosta de você.
Ela não me cobra nada. Ela está lá.
Ela é complexa e simples ao mesmo tempo, confiável e pedra. Mas tem sempre algo de intrigante por trás que me faz continuar tentando descobrir quem é ela. Ela é constante mas imutável. Ela nunca muda mas tá sempre diferente. Sempre a frente. Sólida.


It.
Não sei explicar. É inevitável. Acontece sempre. É uma coisa comum. É nosso legado.
É amor. É amizade. É silêncio de palavras eternas. É até onde o tempo for. É quente e frio.
É compreensão. É saber ouvir. É saber sentir. É o contrário do que você tem.
É o que você desejaria. É o que você chama de amizade ideal. É certeza. É conforto.
É um egoísmo compartilhado. É sinceridade. É desnecessário tentar forçar. É fluido.
É, é amor.


We.
Nós vivemos do pouco por que a gente sabe de tudo. Nós não precisamos completar frases.
Nós não nos interrompemos, nos continuamos. Nós não somos de amizadezinhas, temos uma amizade de macho e dá inveja a muito marmanjo. Me sinto automaticamente mais forte depois de reclamar/falar de alguma tristeza com ela e espero passar a mesma sensação. A gente percebe quando a outra só quer desabafar, aquelas situações impossíveis de solucionar que "só vendo..." mas a gente continua insistindo na resistência da outra, dá suporte.
Muitas vezes só trocamos uma frase. O silêncio que segue e da sensação de estar saciada.
Você não gosta de côco eu não gosto de misturar doce com salgado. Já queimamos muito nossos pés no all star pra ir até a casa da outra, já andamos muito no sol (só você me faz andar meio dia em pleno verão de t-shirt e all star e no meio de uma FEIRA). Nós nunca brigamos. Nós não temos motivos.
"Tá estranho, to com saudade." "Também acho viado. Também." E não precisa muito mais.


Ours.
Nosso tempo é diferente.
O nosso mundo é intocável.
Você tem sua vida. Eu tenho a minha. Mas seremos sempre metade, a metade que ninguém consegue interferir. Ninguém consegue alcançar.
Você sai, se diverte, viaja, namora, vive, ri, fica triste, fica com raiva e eu estou ali.
Não tenho razões pra duvidar em momento algum que você me ama menos por causa disso. Não preciso estar o tempo todo com você pois eu sou você, na nossa metade. E você é exatamente isso.
A amizade sem necessidades é a amizade completa.
Necessito da sua amizade e de você, como você estiver, sem julgamentos nunca. Por que você é você em todos os momentos e eu gosto de todas as partes. (Até as feias que a sociedade julga, compartilhamos.)
Tudo é referente a nós de alguma forma... E eu amo isso também.
Tulipinha e Girassol
Placebo.
Drarry.
Lemon
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Músicas, encenações.
Tempo ruim.
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Boates..
etç...
Tradições
Falando nisso, minha tradição somos nós.

Oh, continue to love me- Never misjudge the most faithful heart of your beloved.
Ever Thine
Ever Mine
Ever ours.



I wrote these novels just for your, is vulgar and it's true.
Thank you.
Bee-thoven
Você
Capricorniana
Ab ovo Ab aeterno

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Sobre a greve dos Militares I

A única coisa que essa greve vai conseguir é uma maior descrença da parte da população. A gente já não acha que vocês trabalhem, vocês ainda dão mais razão pra nós. E uma boa fama de assassinos, por que não fazer seu trabalho, é deixar pessoas que poderiam ser salvas morrer, e isso é assassinato.


Os médicos podiam fazer greve né? "Não atendo mais nenhum PM" Vocês iam morrer lindamente, imagina que legal morrer por causa de uma greve?

Todo mundo tem sua opção:

Alguns acham que os Militares estão defendendo seus direitos.
Já eu acho que, isso aí, defendam seus direitos. E eu acho que devo defender os meus direitos a proteção. Sou cidadã. E meus direitos consistem nos militares não sairem de suas posições de proteger a população, um cargo que eles se inscreveram, sabendo o que faziam os militares, cada salário de sua devida posição e QUÃO BOSTA o governo brasileiro é. 
E não acho direito botar no cu do povo pra defender seu direito de ser um soldado com um super salário. Por que quem vai pagar isso é o povo, como sempre... como vocês bem sabem... E como vocês sempre defendem o "trabalhador" mesmo quando esse trabalhador bota no seu rabo. 

Só um aviso pros defensores dos militares: Eles obviamente estão pouco se fudendo pra você, contanto que sejam pagos o que eles desejam. 3.500 é o "preço de uma vida" E todos os slogans apelativos que eles usaram pra mídia divulgar o sofrimento deles com TODOS AS REGALIAS que o governo dá pros militares. Deve ser difícil sofrer tendo desconto em qualquer caralho e mil outros "mais" somados ao seu salário, né... Tadinho do militar trabalhador. 

Que nunca fez o trabalho devido... mas quer ganhar mais.

domingo, fevereiro 05, 2012

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'





Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da

'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social. 

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Tic tacs, Gelatina e Melancia.

Minha vó materna morreu antes de eu saber dar valor a ela.


Eu lembro de umas coisas que ela fez, que me contaram. Ela chorou quando prendeu minha perna na janela hahaha. Me deu minha primeira boneca. E queria que eu me chamasse Asperola também. Sim...

E eu lembro que o cabelo dela já era branco até onde minha memória alcança, que ela foi a única pessoa que me bateu na cara (dei língua pra ela, criancinha) e que meus tictacs não prendiam no cabelo liso dela. E ela adorava meus penteados e eu era a neta favorita. E que os olhos dela eram muito azuis. E que no final, eu não gostava mais dela. Mas não foi culpa dela. A doença não é uma boa parceira aos próximos. E ela era linda mais nova. Mesmo em fotos preto e branco. E ela passou o pão que o diabo amassou na juventude, com muitos filhos e pouco dinheiro. E ela tinha um gênio que eu herdei. E a cadeira de balanço dela ainda tá aqui.


E essa semana eu sonhei que a minha avó paterna morria.



Tipo assim. Eu não percebo as obviedades da vida. E foi meio que um choque perceber que um dia ela VAI morrer. Por que ela sempre esteve ali, sabe? E fez tudo por mim.
E eu me lembro mais dela. Minha avó também não teve uma boa juventude, mas não teve muitos filhos. Era uma negra bonita, e tá muito lúcida até hoje. Cada aniversário dela é uma festança. Eu odeio festa, mas vou neles. E eu lembro dela quando era criança. Ela tirava os caroços da uva e da melancia pra eu comer sem problemas. Queijo quando eu quisesse. Uma cristaleira completa. Ela me mimava, mas tinha pulso firme. A casa dela é uma relíquia. Gelatina tem na geladeira até hoje. Minha vó entende de tudo um pouco. Faz de tudo um pouco. Corta, pinta, costura, desenha, monta, dança, borda, tricota, limpa, cozinha, sabe mais de computador que a minha tia, que é mais nova! Minha avó tem uma TIA! E já lutou capoeira. Anda pra cima e pra baixo. Nunca tá em casa. Tem dois celulares. Quando eu vou lá, ela compra tudo que eu gosto. Quando eu preciso, ela tá perto. Se eu ligar, ela atende de prontidão. Sempre esteve aqui e é meio estranho, mas já to triste de antecedência.
Assim que eu sonhei, eu liguei pra ela, não contei que ela morria no sonho, só que sonhei com ela, um sonho estranho. Ela agradeçeu por eu me preocupar e falou que tava bem, rindo. E falou aquela coisa de vó "fica com Deus" e eu respondi "tá bom, vó." Aí ela "to bem sim, tá?" E eu "tá bom, vó" já com a voz embargada. E falei "tchau" e ela "tchau".
E assim que ela desligou eu chorei. Por que ela me liga sempre e eu sempre penso "ahh... minha vó." E agora eu pensei "um dia eu não vou mais ouvir a voz dela no telefone" e eu fiquei triste. Muito triste.

Penso nela constantemente, a última vez que eu fui lá, passou uma senhora do meu lado, de saia, e eu pensei "minha vó não usa saia frequentemente... ía ficar legal nela" e eu nunca usei aquelas frases "isso é .... minha vó"

E no auge do meu egoísmo eu queria que ela esperasse viva, até eu morrer, pra estar sempre comigo.

Eu não sou de sentimentalismo, mas acho que vou ligar pra ela mais vezes...

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Jackie

Tanta coisa aconteceu. Mil e uma epifanias. Mas algumas chocam.



Eu não faço mais parte da sua vida.

Não é como se eu non tivesse tentado, não é como se eu non tivesse insistido. 50% de vontade não faz um 100% de um inteiro. Não me culpo nem um pouco. Nem a tristeza me bateu ainda. Nem sei se vai. O choque é maior.
Tanta coisa aconteceu... comigo. E eu tenho certeza que você não faz idéia. Não faço mais questão de contar. Não é desdenha, é cansaço. To cansada de desculpa, de passar rápido, de ver pouco, conversinha superficial, de non ter curiosidade sobre mim, de ficar esperando algo que não vai vir mais.


É como você acabar de perceber que aquela pessoa não está ali há um bom tempo...
E você vem falando consigo mesma há mais tempo ainda.
Não importa o quando eu tente, non vai mudar. Não vou tentar mais.


Tanta coisa que eu podia falar... mas nada realmente diz.




Só que a reciprocidade é algo que é necessário. E eu to indo embora também. Por que você não se importa, e eu também não me importo. Percebi seu desleixo agora. Percebi seu descaso. Seu pouco interesse. Há prioridades suas que eu não compartilho. Você já deixou bem claro. Eu não concordo. Eu não sou necessária. Eu não preciso disso. Eu nunca precisei pedir amizade. Nunca fui de esmolar um pouco de atenção.

Ou toca, ou não toca.
Eu não esqueço de nada. Mas há poucas coisas que eu me lembre.

Ambas caímos no esquecimento.

Até breve.

sábado, outubro 02, 2010

And please... Don't drive me blind.

O foda de ter amigos é ouvir o que eles dizem. O pior de ouvir o que os outros dizem é se importar.
O pior de tudo são amigos que só fodem você.
Sinto falta da Morgana. Não é simplesmente pq ela é minha melhor amiga (mesmo QUASE não falando mais com ela)... Ela me faz bem. Não vou dizer que tem um simples fato.

Nada tá simples.

Não tem só um.

O motivo principal é que eu me perdi de mim. Eu costumava ser aquela pessoa que sabia que tava certa, argumentava com todos e não abaixava a cabeça e eu me amava daquele jeito. Perdi as bolas. Não sei realmente o que aconteceu, mas sou feliz de saber que esse é o motivo principal.

Então agora eu aceito tudo que me dizem, medo de argumentar de volta. Não sei o que quebrou (MAIS) em mim. Eu já sou toda fodida mentalmente e sei disso tbm. E eu perdi minha coragem, minha impáfia, meu egocentrismo que eu tinha quando falava de mim pra dizer o quanto eu não aceitava MERDA de ninguém. E cá estou eu, chorando, pq to aceitando merda de todo mundo.

Por mais que eu esteja brincando em "virar luz" na proxima encarnação por tão boazinha que to sendo, não to nem um pouco feliz! EU NÃO QUERO VIRAR LUZ! EU NÃO QUERO TER QUE ENGOLIR MINHA VOZ PQ ALGUM IMBECIL NÃO SABE O QUE FAZ E ME MACHUCA. NÃO QUERO ENGOLIR O QUE EU DIRIA, POR QUE MINHA MÃE NÃO ENTENDE PORRA NENHUMA QUE EU FAÇO. POR QUE ELA NÃO QUER FILHAS. POR QUE O GRAMADO DO VIZINHO É SEMPRE MAIS VERDE.

E eu estou aqui, como vocês veem, e como sua mente interpreta num ótimo trocadilho, gritando em silencio. Chorando num quarto que não é meu. Num computador que não é meu. Por que eu non tenho voz. É como aquela experiencia de corpo preso durante o sono que eu tive uma vez. (vc não consegue se mexer, tá acordado, abre a boca mais não consegue falar... enfim, horrivel, digno de filme de terror.) E agora? COMO EU RESOLVO ISSO?

Sim, eu sei que a morgana vai ler isso, invariavelmente, mas me pergunto pq você não luta pra nos juntar um pouco mais? Não que precisemos disso, mas contato semanal é mais sutil que semestral. Uma vez por semana, duas, não sei. Só preciso me ter de volta. Por favor. Eu não peço, to praticamente implorando. Se eu quisesse chorar sem resolver nada, procurava um psiquiatra. Mas quero solução.

Perder A MIM MESMA eu não to acostumada. Perder a auto estima eu posso conviver, mas agora eu vejo que eu prefiro perder qualquer coisa que a mim. A mim não! EU ME PERTENÇO! Me nego a me vender por qualquer coisa.

Eu teria muito mais pra dizer, se não fosse tão patético.
Sou pior que um palhaço falido.
Sou um palhaço falso.
Eu faço rir, mas ninguém nunca se importou em perguntar por que meu nariz tá vermelho.


(Tá, essa só vai ficar explicada pra quem sabe o por que o palhaço tem nariz vermelho, anda e se veste estranho: Ele é um bebado, caracterizado pra fazer rir, ele nunca ri. Os palhaços mesmo nem tem aquela boca pra cima igual do ronal mcdonalds... roupas que ele pega por que não tem emprego e são maiores que ele. E ele só bebe. Alguma tristeza que ninguém sabe, pq tão todos ocupados demais pra se perguntar o por que...)

Sem foto nesse post.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Assinar.






Então, tava pensando em assinar ou um jornal (Tipo folha dirigida) Ou uma revista... Galileu, SuperInteressante.


Que que vocÊs acham?